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Convento de Santa Clara

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Em 1580 e 1587 foi fundado pelo Dr. António Alvares Ferreira, Juiz de Fora, e sua mulher, D. Helena de Nóvoa, que era natural de Vinhais, com a doação do usufruto dos bens que herdaram de Pedro Ougueia Galvão e de D. Guiomar de Castro.
A 30 de Agosto de 1587 entraram no convento a primeira Madre, soror Ana de Belém, e a primeira Abadessa, soror Maria de São Boaventura.
O convento foi definitivamente dissolvido em 1879 (30 de Janeiro).
Em Julho de 1882, o Governo concedeu o edifício e a cerca à câmara municipal para ser aí edificado o novo e actual edifício. A igreja, o coro e as capelas das Clarissas foram legadas à Santa Casa da Misericórdia. (Costa, Américo, Dicionário Chorographico de Portugal Continental e Insular. Porto: Livraria Civilização, 1949).

O edifício foi desmantelado, sendo possível ainda observar uma parte da construção original.
O edifício é composto por um conjunto de habitações e comércio.

LENDA: Os feijões da Madre Garcia: é costume dizer-se na região, sobretudo em Vinhais, no que se refere a duração de qualquer alimento: «rende como os feijões da Madre Garcia». No convento de Santa Clara existiu uma freira que morreu com fama de santidade, de sobrenome Garcia. Como era despenseira, os mantimentos rendiam-lhe mais que às outras; durante muito tempo gastou da reduzida colheita dos feijões sem abaixar o depósito.
Consta-se que, «em mau ano agrícola, a virtuosa freira governou as companheiras e matou a fome a muitos pobres com a parca colheita que tinha no celeiro». (Martins, P.e Firmino Augusto, Folklore do Concelho de Vinhais, 1ºvol., Vinhais, 1997).
O coração da Madre Plagia: “Uma freirinha de S.ta Clara, de nome Plagia, muito devota da Sagrada Família, depois da oração dizia às irmãs: «! se soubésseis o que eu tenho no meu coração!…» Elas, pensativas, rogavam-lhe lhes dissesse o que sentia, obtendo como resposta apenas aquelas palavras. Certo dia morreu. E as irmãs, levadas pela curiosidade, abriram-lhe o lado esquerdo, observando com geral assombro as imagens de Jesus, Maria, José, gravadas no coração. O milagre correu veloz por toda a parte, tendo vindo muito povo de longe a presenciá-lo. O coração da irmã Plagia foi fechado num relicário e guardado religiosamente. Com a extinção do Convento desapareceram todos os objectos veneráveis, restando-nos as lendas piedosas na lembrança das almas crente.” (Martins, P.e Firmino Augusto Coimbra, 1938.)